Como Sobreviver às Críticas (e Deixar de Lado o Pavor da Opinião Alheia)

6 Dicas Que Te Ajudarão a Enfrentar A Crítica Negativa.

 
Olá, escritores e leitores!
 
Hoje vim falar sobre um assunto que apavora e tira o sono de muitos de nós, que resolvemos nos embrenhar pelo mundo da escrita: como lidar de forma positiva com as críticas e, consequentemente, perder o pavor insano de mostrar seu trabalho para o planeta (olha como sou ambiciosa)!
 
Quando começamos a escrever de forma modesta, aquelas páginas são como uma confidência pessoal, em que apenas nós colocamos os olhos. Nesse estágio, pouco importa se escrevemos certo, com coerência ou erros gramaticais, se o assunto é agradável ou demonstra um lado assustador e macabro do escritor. Ali, naquele momento, o seu segredo está guardado a sete chaves (ou você espera que esteja).
 
Só que aquele que verdadeiramente se apaixona pela escrita e deseja, de coração, sair da sua caixinha e mostrar ao mundo a que veio, precisa, antes de mais nada, saber que o caminho não será fácil.
 
Acompanhando alguns escritores, percebi que todos têm o mesmo receio inicial (que, acreditem, vai melhorando com o tempo): o que será que as pessoas vão achar do que escrevi? Será que está bom o suficiente? Quem serão meus leitores? E se ninguém gostar?
 
Esse medo, aliado às críticas que, fatalmente, receberemos, podem acabar com a autoestima de quem não está preparado. Por isso, se realmente quisermos que o mundo saiba que temos talento e que podemos, sim, escrever sobre o que bem entendermos, devemos estar prontos para encarar todos os tipos de comentário.
 
E como fazemos isso? Bom, aqui trago algumas dicas que têm me ajudado nesse processo, muitas delas após conversar com escritores que já vivenciaram esse estágio inicial.
 
Vamos lá?
 

1. Encontre o seu público

 
Essa história de que nosso estilo é melhor ou pior que o dos outros é um veneno. Não existe estilo certo, porque há leitores para todos os gostos literários, basta que encontremos nosso nicho.
Eu, por exemplo, escrevo drama e suspense. Não é todo mundo que gosta disso, certo? Dessa forma, alguém que gosta, por exemplo, de romances “água com açúcar”, certamente não se identificará com meu estilo. Essa pessoa está errada? Não! Meu estilo é ruim? Não! Apenas precisamos saber quem é o nosso público e direcionar nosso material para os leitores certos!
 

2. Não trate os críticos como deuses

 
O que isso quer dizer? Não faça da opinião dos outros a verdade absoluta!
É preciso ter discernimento, pensar bem no que nos foi dito, entender o quanto aquela pessoa entende do que está falando, pesar o que nos serve e o que podemos descartar.
Muitas críticas não têm fundamento, são baseadas em pré-julgamentos (o leitor pode não ir com sua cara, por exemplo, tem de tudo por aí) ou têm a única função de prejudicar o escritor. Sabe gente maldosa? Estamos todos fadados a encontrar esses tipinhos pelo caminho.
Então, quando se deparar com uma crítica, antes de subir pelas paredes ou amaldiçoar o crítico, pense o quanto de verdade tem naquelas palavras. E se for uma crítica verdadeira e, afinal, a pessoa não for do estilo maldoso…
 

3. Aceite que você não é perfeito

 
Ok, isso vai doer um pouquinho, mas sabia que nenhum de nós é perfeito? Vejam, até Stephen King escreveu aquela bela porcaria que foi Buick 8 (olha a crítica aqui!).
O que eu quero dizer é que, se há críticas que não nos agregam, há aquelas famosas críticas construtivas, e é a elas que devemos nos apegar! Quando alguém nos critica com o intuito de ajudar, devemos parar e pensar que, realmente, podemos nos aperfeiçoar. Vejo muitos escritores que lançam segundas edições melhoradas. Que lindo isso!
Então, não pensem que qualquer um que te criticou está querendo acabar com sua vida. Faz parte do amadurecimento aceitar quando aquele comentário servirá para nos fazer crescer. Isso é ser humilde também, e precisamos de muita humildade se quisermos que as portas se abram.
 

4. Escreva para você

 
Vou falar o maior dos clichês, e me perdoem por isso, mas escrevam o que vocês realmente gostam de escrever. Essa coisa de escrever aquilo que o público quer ler, mesmo que seja uma tortura para o escritor não está com nada. Pode até ser que saia coisa boa dali, mas quando não escrevemos com o coração a chance do fracasso é maior, acreditem.
Pensem sempre assim: vou escrever alguma coisa que eu adoraria ler. Flui melhor, não?
 

5. Um pequeno grupo não é o universo

 
Então, você publicou seu conto, livro, artigo ou o que quer que escreva e algumas pessoas não gostaram. Ok! Sem traumas, de verdade! Aquelas vinte ou trinta pessoas não são o mundo todo! Dê valor ao que agrega, e não enxergue o copo meio vazio.
Há pessoas que podem receber mil elogios, mas se uma crítica lhe for dirigida, pronto, acabou o dia! Precisamos deixar de ser negativos. Se alguém não gostou do seu trabalho, paciência. Há muitos outros que vão gostar.
E aqui vai mais um da rainha do clichê: se nem Jesus agradou a todos, com que pretensão achamos que vamos agradar? Já falei para vocês que não suporto Harry Potter? Pois é, me julguem! E não é por causa da minha opinião que a J. K. Rowling está mais pobre!
 
 

6. Escolha seus leitores beta

 
Se a insegurança apertar, não esqueça que os leitores beta estão aí para nos ajudar a aparar as arestas do nosso trabalho. Mas cuidado: não adianta escolher alguém que vai ler e não ter coragem de te dar dicas de melhoria. Escolha aquele amigo mais sincero, mais crítico, e manda bala! É o primeiro momento para sentir o “termômetro” do seu público.
 
Essas dicas são parte de um grande trabalho mental, que é individual e intransferível (olha o clichê de novo! Me superei nesse post!). Se conseguirmos encarar as críticas da forma correta: ignorando as inverdades e nos melhorando com as construtivas, chegaremos a um excelente nível de escrita, com certeza.
 
** Quer conhecer um pouco mais do meu trabalho? Acesse: www.meumeiodevaneio.com.br

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Soraya Abuchaim é casada, mãe e leitora compulsiva. Começou a escrever contos de forma despretensiosa em seu blog Meu Meio Devaneio. De uma ideia simples, surgiu seu primeiro romance, e desde então, tem trabalhado em vários projetos literários.

  • Obrigada pelo artigo! Não sei se acontece com muitos aspirantes a escritores como eu, mas o problema não é a crítica negativa, e sim a falta de crítica. Recebo elogios (geralmente de amigos) e um “silêncio ensurdecedor” na maioria das vezes. Não só no blog, mas também nos cursos de escrita quando os textos são lidos em aula. Frustrante. O problema é encontrar leitores beta qualificados. Leitura crítica dá para contratar, mas o profissional precisa ser pago, obviamente. Enfim…

  • Giorgio Cappelli

    “Muitas críticas não têm fundamento, são baseadas em pré-julgamentos (o leitor pode não ir com sua cara, por exemplo, tem de tudo por aí) ou têm a única função de prejudicar o escritor. Sabe gente maldosa? Estamos todos fadados a encontrar esses tipinhos pelo caminho.”

    Encontrei gente assim… Um amigo e eu descobrimos que o “crítico” em questão, que trabalha para um site especializado, nada mais faz do que obedecer ao chefe. Elogiam quadrinhos “cabeça”, descem a lenha nos de humor (sempre com o mesmo argumento: “As piadas não funcionam”) e quando o autor tem respaldo de uma editora grande, não há crítica nenhuma, apenas considerações objetivas sobre a obra. Só para criar “reserva de mercado”.

    Bajulam os consagrados e tentam diminuir os iniciantes. Acho que vou escrever sobre isso no próximo texto. 🙂

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