O Guia de Etiqueta Para Quem Deseja Ser Um Escritor Profissional

4 Dicas De Posturas Essenciais Para Quem Deseja Entrar Para o Mercado Editorial.

 

Olá escritores,

“Será que é só ir enviando para editoras e esperar resposta? ”

Essa é uma dúvida que o leitor Leandro Castro deixou, junto com uma série de perguntas interessantes, no nosso post sobre “A Arte da Resenha.

Não leu?

Uh… Então clique aqui e leia lá. Mas volte aqui nesse post pois pretendo dar algumas dicas de postura profissional para quem deseja entrar pela porta da frente de uma editora.

E já respondendo ao Leandro: “Não, brother, não adianta só ir enviando originais”.

“Então o que devemos fazer”?

Bom… Adote uma postura profissional antes de mais nada. Confira nesse artigo o porquê disso!

 

Esperando A Resposta…

sobre ficar esperando seu livro ser publicado

Primeiramente, decidir simplesmente enviar um material (do nada assim) é pedir para ganhar um eterno chá de cadeira.

Nunca fui editor “off-line” – euzinho até gerencio sites para meus clientes; reviso textos e coordeno equipes – mas sei que a vida de um editor é complicadíssima.

Engana-se quem acredita que esse profissional passa o dia atrás de uma mesa, apenas lendo e revisando os originais de jovens autores que chegam por e-mail. Aliás, muitos só chegam a ler material enviado na cabeceira da cama, antes de dormir.

… Ou em horários de intervalos.

Na verdade, até faz parte das “características da classe” mexer no texto dos outros.

Mas o pobre editor tem muito mais tarefas dentro do seu dia… E não são poucas!

Desde escolher o melhor design para capas e diagramação até escrever textos de apresentação. Passando é claro por uma “bagalhada” de serviços burocráticos como inscrever na ISBN, fazer contato com distribuidores, ver contratos com autores, acompanhar os valores de vendas… Ufa! Me sinto cansado só de ler essa lista.

Entre tantas atividades complexas seria presunção acreditar que esse profissional ficaria lá… de braços cruzados esperando seu e-mail chegar, né?

Então como levar um editor a ler o seu original?

(Calma lá! Não perca as esperanças, perca um pouquinho mais de tempo lendo a resposta abaixo 😉 )

 

Como Fazer Um Editor Ler Seu Original? (Sem Envolver Ameaças)

Se existe uma coisa que aprendi com os amigos editores é que eles ficam irritados com muita facilidade… principalmente com as atitudes profissionais (ou não) de autores (ou ainda não) – sejam eles novatos ou velhos.

O mais difícil e que poucos autores novatos compreendem é que cada editor trabalha do seu jeito. Assim como cada autor também trabalha do seu jeito!

E cada editora (empresa) tem as suas regras.

Conhecer como abordar esse editor é uma das façanhas mais épicas que um aspirante a escritor pode executar… Talvez mais épico do que terminar seu original.

Então, para ajudar os leitores do Vida de Escritor, organizei 4 atitudes que precisam ser pensadas por quem quer ser um profissional e ter seu livro publicado por uma editora.

São dicas breves, fáceis de pôr em prática e por mais sutil que sejam, farão você destacar-se.

Vamos lá?

 

Dica 1 – Informe-se Sobre o Tipo De Publicação Da Casa

photo-1435163570436-d7c1dee361c4Uma garantia de que você não será publicado é mandar um livro de fantasia para uma editora que SÓ publica livros jurídicos, por exemplo. Informe-se primeiro sobre quais tipos de livro a empresa trabalha, ANTES de mandar seu e-mail com o original.

Se a editora trabalha APENAS com livros esotéricos (exemplo) mandar um livro de ficção pode resultar em mais um e-mail (o editor nem vai se dar ao trabalho de baixar seu anexo).

Ou pior ainda!

Vai que a editora resolve publicar… Aí você terá um livro publicado e direcionado para um público que talvez não irá consumir o seu material. Perdendo visibilidade.

Pense bem: a estratégia de divulgação de uma empresa de publicação de livros jurídicos é toda voltada para alcançar sites, revistas e jornais que tenham um público-alvo interessado em “livros jurídicos”.

Se essa editora, por algum motivo te publicar, ás chances de seu livro ir parar nas mãos de um leitor interessado é imensamente menor.

“Ah, mas eu mesmo divulgo meu livro. Não preciso do departamento de marketing da editora”…

Precisa sim!

Sua função como escritor é escrever.

Não pense que você pode indicar seu livro recém-publicado para seus 1.000 amigos no Facebook e que todos eles vão se interessar pelo seu material (ou que isso servirá como garantia de venda para uma editora).

Editoras Pequenas: Uma Exceção a Regra
Vale ser dito aqui que há uma exceção a essa regra! Se você está sendo publicado por uma editora mais indie ou por uma empresa menor que você logo percebe que não conta com uma estrutura de pessoal, nesse caso SIM o escritor também deve divulgar seu trabalho com todo o esforço possível.

O que isso significa?

Significa participar da divulgação, escrever releases para imprensa, recomendar para amigos nas redes sociais e fazer o máximo possível para que a obra atinja o máximo possível de gente. Quando a editora não dispões de equipe para divulgar o SEU livro, o ideal é você fazê-lo. Mas não se engana, escritor nem sempre saber ser vendedor ou empreendedor. Recomende seu livro, chame amigos para comprá-lo… Porém, faça com moderação. Evite ser um spammer.

Converse com seu editor e pergunte-lhe sobre a estrutura de divulgação para saber como você pode ajudar sem prejudicar sua carreira literária. Isso, é claro, depois que você for publicado.

Todo autor precisa contar com uma boa equipe. Ou:

  • Com um bom editor.
  • Com um bom ilustrador para a capa.
  • Com um bom revisor.
  • Com uma boa estrutura de distribuição de seu livro.
  • E com um bom setor Marketing ou divulgação.

Se você não puder contar com um apoio em comunicação da editora, você terá que divulgar e divulgar muito o seu livro… Assim… Meio que bater de porta e porta.

E se fizer isso, como espera escrever uma segunda obra?

Bem, por falar em amigos nas redes sociais, veja o tema que vamos debater no tópico abaixo.

 

Dica 2 – Não Marque, Envie E-Mail Ou Obrigue Um Editor a Ler o Post Sobre O Seu Livro no Facebook

spamLegal!

Agora que você terminou um e-book sobre o seu livro é só subir para a web, criar um link e fazer uma publicação dele no Facebook; marcando várias pessoas que, você sabe, trabalham em editoras, correto?

Não, errado!

Nada deixa um editor mais fulo da vida do que ver sua timeline ou caixa de e-mail abarrotada de mensagens de pessoas desconhecidas.

Ações de Novos Autores Que Irritam os Editores

 

  • Não envie e-mail para editores sem tentar conversar pessoalmente (ou telefone) com eles antes.

 

  • Não o marque em postagens no Facebook sobre o seu livro. E o mesmo vale para demais mídias digitais.

 

  • Não se aproxime dele nas redes sociais com mensagens em inbox pedindo para ler seu original… E se o editor não gostar de ler sobre trabalho na rede? E se o Facebook dele for apenas usado para lazer?

Então como fazer para se aproximar de um editor?

Separei no box abaixo algumas dicas adicionais para você fazer sua obra ser recebida com bons olhos por um editor.

Como Fazer Seu Original Chegar Até o Editor...

  • Ter QI: Primeiro tente ter um QI (Quem Indica). Tente pedir para um amigo em comum entre você e o editor, fazer uma indicação.

 

  • Política de Envio: Descubra se a editora em que está interessado tem política de envio de originais (normalmente encontrado no site da editora). E se tiver, mande sua obra seguindo as regras estabelecidas pela editora. Tamanho de fonte, data dentro do prazo, seguindo o tema proposto pela empresa e tudo mais…

 

  • Participe de Antologias: Ah, e quando estiver procurando por políticas de envio, aproveite para tentar descobrir se editora X abriu concurso para publicar uma Antologia de Contos… Veja o tema dessa antologia e pense se é possível inscrever algum conto seu já escrito sobre esse tema.E não deixe de mandá-lo.Muitas pessoas acreditam que não terão visibilidade se participarem de uma antologia de contos com outros autores. Elas pensam que haverá tantos nomes que o dela será apenas mais um. Que os leitores lerão seu conto e nem se lembrarão dela.De fato, nem todos os leitores lembram-se dos nomes dos escritores que escrevem em antologias – apenas se o conto mexeu com ele de alguma forma – mas editores SIM leem os nomes de quem escreve bons contos em antologias.Então… Se você quer ser lembrado por um editor que pode te publicar, vale a pena ter um escrito publicado em uma antologia!

 

  • Frequente eventos de literatura: É “ok” estar em um evento e durante uma conversa amigável com um editor, mencionar que você tem um original e aí tentar descobrir como fazer para sua obra ir parar na caixa de e-mail dele.Isso é claro, se nessa conversa você pedir um contato ou cartão e o editor parecer positivo quanto ao seu envio.

Dica 3 – Saiba Divulgar o Seu Trabalho Do Jeito Certo

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Que todo escritor é um “pouquinho” egocêntrico, disso não se dúvida.

Afinal de contas, é preciso de um pouco disso para bater no peito e dizer “esse livro está realmente sensacional”.

Porém, escrever para a editora dizendo que sua obra é um “novo clássico” com uma “aventura envolvente” e propenso “best-seller” só serve para atrapalhar um editor de selecionar seu trabalho.

Normalmente, é pedido para que o autor escreva uma sinopse de sua obra.

Então, “uma aventura empolgante na Terra da Rainha” está fora de cogitação, pesquise na internet como se escreve uma sinopse com qualidade.

(Uh, isso é assunto para um post futuro)

Vale a dica: seja breve, porém consistente e dê um mínimo de informação da trama para fisgar o editor.

E principalmente: não se preocupe com rótulos (terror, suspense, etc).

”Além

  • Ter uma grande quantidade de seguidores nas redes sociais e possível interesse de leitores (nunca use programas do Facebook ou Twitter que simulem seguidores);

 

  • Tente anexar outros trabalhos seus (se a política de envio de originais permitir), é sempre válido indicar seu blog ou antologias em que já foi publicado;

 

  • Nunca entre em discussões nas redes sociais com outros escritores ou editores. Isso pega muito mal para quem quer ser publicado. Nenhuma editora quer trabalhar com um autor de gênero difícil, mal-educado, mentiroso e encrenqueiro.

 

Dica 4 – “Poda-se” Que Tem Revisor, Evite Erros de Português!

“Ah, mas eu posso escrever de qualquer jeito porque as editoras contratam revisores…”

Sim! Só que muitos revisores ganham por erros encontrados. Se você tem um erro por página no seu livro de 500 páginas… Ferrou!

Será um autor desnecessariamente caro!

Por esse motivo, em e-mail de apresentação e sinopse de obra, tome cuidado com a ortografia, pontuação, acentuação e parágrafos.

Pense nesse conteúdo como o cartão de visitas para o seu livro.

 

Não Podemos Parar Por Aqui…

Você Terá Que Comentar Suas Experiências

hank moody destaque

Comporte-se como um profissional desde o primeiro dia em que decidir ser um escritor.

Preocupe-se em fazer amizades, ser bem relacionado e ser conhecido pelo que você escreve – cuidado com as normas ortográficas e com a maneira como apresenta seu texto.

É sério gente!

Eu compilei nesse post as reclamações que meus amigos editores mais encontram.

Um texto mal escrito, mas com potencial é fácil de contornar. O editor mandará o novo autor reescrever até chegar perto da perfeição.

Agora, um autor com uma personalidade difícil que pensa ter a redação de um Fernando Pessoa, isso ninguém quer aturar. Do mesmo modo, esqueça o mito do Hank Moody… de que você pode ser um escritor que nunca terá que se preocupar com etiqueta, quem assistiu Californication sabe que o protagonista nunca conseguiu emprego decente…

(Ok, eu não deveria ter usado o Dave Duchovny para ilustrar essa matéria… ou será que não?)

Se você sonha com a carreira literária, coloque em práticas essas dicas e diferencie-se de outras pessoas que só acham ser bons escritores.

Mas não se esqueça de voltar aqui para falar como foi, tá?

Escreva nos comentários uma dúvida que você tem sobre como publicar seu primeiro livro que eu pesquiso (entenda: perguntarei as minhas fontes) e respondo para você. Quero saber quem conseguiu ser publicado por seguir essas dicas de etiquetas.

Um Grande Abraço!

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Vagner Abreu é o idealizador e editor-chefe do Vida de Escritor e especialista em Inbound Marketing (o Marketing de Conteúdo), certificado pela Hobspot Academy, USA e Acadêmico em Letras Inglês/Português pela Unisinos.

  • Leandro Castro

    Aeee Vagnerd! Valeu por mais um post explicando como entrar no mercado editorial. Estou mesmo precisando de umas orientações e estas dicas vieram na hora certa. Uma das dificuldades que vejo para escritores iniciantes é justamente cruzar este abismo que o separa do editor certo. Aí o jeito é esclarecer e criar uma ponte para ligar ambos.

    • Obrigado pelo retorno Leandro.
      Sim. Para alguns o desafio é escrever um bom post, para outros o desafio é tornar conhecido. Sempre que tiver alguma dúvida escreva para o Vida de Escritor que damos um jeito de ir atrás de informação 🙂

  • Igor Dmirkutska

    Poxa, muito bacana o texto. Estava meio óbvio, para mim, no começo, mas logo surgiram boas dicas. Obrigado.

    • De nada… Por favor, volte sempre!
      Se tiver alguma dúvida, escreva aí que buscarei a resposta 🙂

  • Carla Umbria

    Engraçado como esse tipo de coisa ( os encontros literários, conhecer editores, querer participar de antologias, pesquisar editoras pelo conteúdo e não pelo tamanho ) eram dicas distantes da minha realidade a tempos atrás e atualmente viraram cotidiano, desde que ando com o Vagner Abreu. O bacana é que nunca tinha pensado nisso como um passo a passo para escrever mais, melhor e com futuro. Obrigada!! Sensacional este post! Me sinto mesmo no caminho certo 🙂

    • Beijinhos para você por esse comentário :*

      Obrigado Carlinha 😉

      • Carla Umbria

        É isso mesmo! Sabe que se eu não concordasse falaria né? ahahahaahaha beijos!!

  • Excelente resenha, Vag. Extremamente útil também.

  • Quando leio um texto aqui no VdE eu descubro que sei muito pouco sobre o mercado de escritor profissional. Curti muito as dicas, o sarcasmo e a ótima referência ao Hank do Californication. Tenho duas questões para debate:

    1) Procurar uma editora é o único caminho para publicar livros? Com toda tecnologia que temos (editoração, diagramação, marketing e impressão) hoje em dia, aliada a possibilidade de vender livros online, não seria interessante o escritor de primeira viagem procurar meios de financiar sua primeira obra sozinho?

    2) Existe um curso ou preparação para jovens escritores no mercado brasileiro? Sabe, aquela pessoa que tem uma boa ideia de livro, mas que nunca escreveu profissionalmente. Eu me incluo nesse grupo, e conheço vários na mesma situação. Como se educar para escrever melhor? Há meios? (Além, é claro, de ficar atento a todos posts do VdE 😉

    Grande abraço, Vagner, e obrigado por compartilhar!

    • Obrigado por comentar Christian.
      Acho que ninguém ilustraria melhor esse post do que um escritor tão sem etiqueta quanto o Hank.

      As suas perguntas foram demais velho! Cada uma delas devem gerar posts no futuro. Aguarde para ver. Mas não te deixar sem respostas…

      1) Não, a editora não deve ser o único caminho para quem acredita em sua obra. Lembremos do André Vianco, escritor sobre Vampiros que teve que investir parte do seu Fundo de Garantia para se auto-publicar e foi um sucesso. Se você acredita muito na sua obra e não conseguiu uma editora a auto-publicação pode ser a resposta. E a grande vantagem em épocas de web 2.0 é o financiamento coletivo.

      Se você tem um projeto, muitos seguidores e consegue convencer os outros que sua obra vale a pena, o crowndfunding é um solução viável. Muito melhor do que a impressão sob demanda (corra disso) e do Agente Literário (existe muito picareta nessa profissão e as editoras que conheço nem trabalham com Agentes).

      2) Então. Não existe curso superior para escritores. O melhor caminho é participar de Workshops e oficinas literárias. Fazer pesquisas por oficinas e tentar se inscrever.

      Quem gostou dessa dica, deixo aqui duas recomendações.

      Infelizmente, ambas são mais úteis para os leitores de Porto Alegre e região metropolitana.
      Nesse mês o Dínamo Studios dará uma oficina literária com Leonel Caldela (autor de Tormenta)

      https://www.facebook.com/dinamostudio?fref=ts

      Interessados corram pois é por tempo limitado.

      Outra oficina literária recomendadíssima é a do escritor Assis Brasil que é ministrada na PUC-RS (também em Porto Alegre). As inscrições são semestrais. Infelizmente, próximas inscrições somente para dezembro 🙁

      http://www.pucrs.br/fale/oficinaliteraria/

      Mas a dica fundamental é “procure por oficinas literárias” nas cidades mas próximas da sua. Sei que não existem oficinas somente no Rio Grande do Sul.

      Espero que essa resposta gere ainda mais questionamentos por parte do pessoal aqui do VdE.

      • Genial, meu caro! Muito bom! Obrigado pelo retorno e aguardo as próximas histórias 🙂

  • Cheguei aqui por acaso, mas gostei muito do texto: ele tem dicas úteis e pertinentes. Porém, tenho três perguntas, e espero poder contribuir com elas:
    1- Certa vez ouvi dizer que a maneira correta de elaborar uma sinopse para um editor é quase como fazer um resumo do livro, detalhando a premissa e até mesmo revelando pontos-chave da história. Isso procede? Ou há casos em que não é recomendado?
    2- Que outros documentos é recomendável enviar junto do original (apresentação, minibriografia, sinopse) para fazer uma apresentação mais profissional ao editor?
    3- Não é bem uma pergunta, mas um post sobre quais são os principais processos editoriais (revisão, diagramação, etc.) necessários para a confecção de um livro seria interessante, especialmente para escritores independentes, que optam por contratar esses serviços por conta própria (e me desculpe o incômodo se já tiver falado sobre o assunto).
    Agradeço desde já, e também gostaria de parabenizá-lo pelo blog; o conheci agora, mas sinto que aprenderei muita coisa aqui.
    Abraços!

    • Olá Laís.

      Que bom que gostou do nosso conteúdo. Meu objetivo é ajudar os novos talentos com as experiências que estou adquirindo no dia a dia do trabalho, em cursos, palestras e também trabalhando com editoras.

      Mas para não nos enrolarmos muito, vamos as suas dúvidas.

      1) É mais ou menos isso mesmo. A SINOPSE é um tema grande demais e merece um post só para ela. Eu ia chegar a falar mais sobre ela nesse artigo, mas ainda não é o momento. Porém, para não te deixar no vácuo, segue algumas dicas que podem te ajudar sobre a Sinopse.

      A sinopse sim é um resumo aprofundado e descritivo do conteúdo da sua obra. A principal dica para esse tipo de texto é começar com frases fortes e de impacto para prender a atenção de quem te lê. Os personagens também devem ser apresentados nessa primeira etapa. A sinopse é como um roteiro completo de o que sua obra trata. Do começo ao final.

      Viu só, hehehe, é muito conteúdo. A sinopse merece um post inteiro só para ela.

      2) Saber fazer um e-mail de apresentação é essencial. Fora isso, a sinopse, link para blogs ou perfis nas redes sociais também servem. Mas mais importante de tudo é que deve prestar atenção na regra da editora para envio de originais. Se eles exigem que seu autor tenha ensino superior em uma área específica (por exemplo) então é bom ter cópia do seu diploma na mão. Procuro nos sites das editoras sobre a política de envio de originais ou se não estiver explicitado, mande um e-mail perguntando. Fique atenta também as datas de envio de originais, algumas editoras abrem e fecham data período de receber originais.

      3)Anota sua sugestão de post. 😉 Vou abordar algumas fontes e tentar descobrir essa informação. Até lá, fique a vontade para conhecer o resto do Vida de Escritor.

      Agradeço eu pelo comentário, volte sempre e comente cada vez mais 🙂

      Abração!

  • Michel Perez

    Olá, Wagner! Encontrei o post que direcionava para esse artigo e gostei muito dele. Realmente útil e com dicas preciosas. Eu tenho uma dúvida e gostaria de ver se você poderia me ajudar. Antes de procurar por um editor, você acha que o autor iniciante deve contratar os serviços de um revisor de textos?

    • Olá Michel.

      Que legal você comentar.
      Espero poder ajudar sempre. Agora vamos a sua dúvida.
      Se você tá com uma graninha sobrando até vale a pena. Embora eu não ache necessário. Acredito que valha mais a pena você deixar o livro de “banho Maria” por um tempo e revisar depois (só assim que encontra os erros de português.
      Entenda que mesmo que não aja erros ortográficos no teu texto (ou de regência verbal e nominal), ainda assim, o escritor pode mandar você reescrever passagens de um livro. Mas esse é o trabalho dele certo? Ele que irá lapidar a pedra bruta (texto do escritor iniciante) até virar uma joia.
      Por esse motivo que eu penso que o próprio escritor pagar um revisor pode ser um desperdício.

      Agora, ao escrever sua sinopse e sua apresentação aí sim: não erre!

      • Como editor, vou dar meu pitaco. Editores querem ter menos trabalho possível com um texto. Uma coisa e ter uma passagem que pode ser melhorada, outra e ter erros crassos de português. Lembre-se o seu texto dentro da editora só vai ter uma chance de chamar a atenção. E com certeza não vai ser com erros de português que voce vai chamar a atenção positivamente.

        • Prestem atenção ao que o Artur fala galera. Ele é um dos gurus que consulto para fazer matérias. Obrigado meu amigo pelo toque 🙂

  • Leonarod

    Ótimo artigo, bastante valioso para quem está começando na área (e para quem já está nela ajuda um bocado também).

    Obs.: é necessário trocar a palavra “descente” na 15ª linha da última seção do texto para “decente”, que é a grafia correta.

    • Olá Leonarod. Que bom que gostou. Esse é mais iniciante mesmo, mas pretendo trazer conteúdo mais aprofundado em breve.

      Obrigado por meu corrigir, amigo, isso é o que eu acho mais fascinante no VdE, poder aprender com os leitores 😉

  • Gilson Luis Da Cunha

    QI torna tudo mais fácil. Você pode ter o kit completo. Mas Q.I. , sem dúvida, ajuda muito, especialmente na divuilgação. Claro, mesmo o Q.I. sozinho não faz milagre. A música é um exemplo disso. Se eu ganhase um centavo a cada cantora que surgiu e desapareceu no mesmo clipe do Fantástico, hoje eu seria o Bill Gates. Lembro de uma que era hilária. Deram até uma entrevista para ela e a pobre criatura não tinha o que falar. Parecia uma comédia besteirol dos anos 80.

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  • Vagner, boa noite! Estou em uma busca frenética por informações e seu blog foi um achado!

    Então… Escrevi um original com pretensões extremamente modestas – criar autoridade dentro do nicho em que atuo como coach e me tornar mais conhecida. Mas…acabei produzindo “mais” do que esperava e passei a desejar “mais” também.Pensei na autopublicação, mas outros veículos sérios me mostraram as diferenças entre editoras e prestadoras de serviço que publicam sem o cuidado com linha editorial e divulgação do autor iniciante. Estou propensa a ainda autopublicar , via KDP Amazon mas também enviar para avaliação em uma editora pequena, assim alio os objetivos iniciais à realização de ser uma autora publicada!

    Pergunto: o que você pode sugerir a quem escreve não-ficção para se destacar junto às editoras?

    • vagnerdabreu

      Olá Adriana.

      Como vai?

      Primeiramente, gostaria de pedir desculpas pela demora nessa resposta. Estive muito ocupado entre o final de 2015 e início de 2016. E infelizmente, tive que deixar o VDE um pouco de lado. Mas 2016 promete 😉

      Bom, sem demorar muito vamos a sua dúvida. A questão entre autopublicação e a busca por uma editora é muito séria e precisa ser pensada com cuidado. A grande vantagem da editora é você poder contar com a opinião de um editor para dar um norte a sua escrita, sem falar na quantidade de profissionais a sua disposição (revisores, copydesk, designers para a capa, assessoria de imprensa, profissionais de marketing etc) que irão facilitar demais o seu trabalho. Principalmente se seu objetivo é escrever mais títulos.

      Não obstante, a autopublicação tem se mostrado eficiente para muitos autores, usando plataformas como a Amazon e o Hotmart. Cada vez mais pessoas estão vendendo livros com a autopublicação e fazendo o caminho inverso: seus livros vendem tanto que chegam as portas das editoras.

      Vale a pena arriscar sim, mas é de se pensar em algumas ações:

      * Procure revisar com muito cuidado e estar ciente que é você quem terá que divulgar seu material.
      * Invista, se possível, em publicidade online (Facebook) ou use o velho boca a boca para fazer as pessoas conhecerem seu livro.
      * Se não for uma boa designer, contrate um para fazer uma boa capa.
      *Ofereça conteúdo do livro para ser lido de graça. Um blog com o seu nome ou o nome da sua obra é uma excelente maneira de fazer isso. Basicamente você estará dando pequenas amostras para as pessoas conhecer o seu potencial e sua autoridade dentro do seu nicho.
      *Estude Inbond Marketing, vai te ajudar bastante. 😉

      Quer ver como isso funciona? Imagina se o Vida de Escritor resolva fazer um guia ainda mais completo sobre como ser um novo autor, escrevendo um livro de 150 páginas abordando cada uma das dicas acima com muitos detalhes e citando casos de autores estudados por mim. Só pelo que você já leu nesse post, você já teria uma ideia da capacidade desse livro e estaria mais disposta a comprar ao ver o link na Amazon né?

      Bom, espero ter te ajudado e saiba que o tema da autopublicação está na pauta para um post muito em breve 🙂

      Grande abraço!

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